Por que resistir à feminilidade deveria fazer parte de nossas lutas?

Publicado: 10 de maio de 2015 em Ensaios, Feminismo

A gente, mulheres, quer acabar com o patriarcado e a opressão sobre a gente. Só que essa derrubada não virá do céu, só virá com luta. E no entanto é muito comum no feminismo evitar pressão sobre as mulheres para desconstruirem certos vícios e atitudes autodestrutivas para não ofendê-las com “culpabilização”. Eu particularmente estou de saco cheio de tudo ser TW entre feministas. Principalmente porque esse melindre é muito coisa de patricinha (moças classe média). Essas moças são muito fãs de uma inércia, comodismo, falta de problematização. Por isso o feminismo liberal é tão mainstream. Só que, para as que realmente se interessam pela queda do patriarcado, acho que certas coisas a gente pode fazer com muita eficácia para ajudar a enfraquecê-lo. Uma delas é o empoderamento financeiro e político das mulheres. A gente não precisa esperar o planeta ficar comunista, ou o capitalismo ruir, para diminuirmos o poder dos homens sobre a gente. Mulheres se subjugam a homens primeiramente por pobreza. Depois pelo dever social, pelo fetiche, status. Mas a dependência financeira é um fator muito forte e derrubá-la ajuda a desconstruir muito da pseudo-dependência por um ser que pouca serventia real te tem. A outra coisa é desconstruir a feminilidade.

Feminilidade é um manto de opressão sobre a gente, um grilhão, uma etiqueta identificadora, ou insígnia, de violável e violentável. Feminilidade, fazendo um paralelo com certas opressões é o uniforme da empregada doméstica

                  

 Ou, em alguns casos, isso.

Tá, Keli, mas é difícil e culpabilizador você me cobrar que eu desconstrua a minha feminilidade, sou muito insegura

. Acho que essa frase virá de primeira na cabeça das mulheres, inevitável. Mas eu realmente não estou me importando mais com as acusações de perseguidora, culpabilizadora e opressora de mulheres, porque todas elas são absurdas por si mesmas, quando não racistas. Nem rebato mais. Prefiro concluir meu ponto e auxiliar mulheres dispostas a me ouvir, já que ninguém é obrigada a me ler. Antes de defender sua feminilidade como algo que você precisa se apegar para se sentir bem, lembre-se que eu sou negra, e eu também preciso de cabelo liso e traços finos para me sentir bem. Na verdade, eu precisava disso para me sentir bem. Contudo, se o se sentir bem puder ser definido como algo concreto, definitivamente sentir-se bem é poder ser quem você é ao natural, se aceitar. Não só se aceitar, mas amar, valorizar essa diversidade da natureza. E é isso que sinto hoje pela minha negritude. Mas o branqueamento, ou maquiagem da negritude, é algo que nós, negras, precisamos para sobrevivermos, para arrumarmos emprego, afetos, amigos, abertura em espaços sociais, inclusão. Então, nada foi fácil para mim, porém, defendo que meu bem-estar, o bem-estar de qualquer negra e mulher, está na liberdade dos padrões sádicos. A feminilidade não é intrínseca a nós, fêmeas humanas, apesar do radical comum das duas palavras. Ela nos é imposta desde nosso nascimento quando a sociedade nos escolhe roupas e acessórios de semiótica de delicadeza e fragilidade. Tal como fazemos com os frangos para nosso consumo, mantemos eles em cativeiro, sem desenvolvimento de seus músculos, apenas para que sejam galinhas de carne macia, de fácil corte e mastigação, baixa resistência. E feminilidade é isso, é o corte das nossas asas, o atrofiamento de nossos músculos, o subdesenvolvimento ou aniquilamento de nossas defesas naturais e nossa existência independente, insubordinada. É um processo longo e que dura a infância toda. As mulheres passam por isso. Beauvoir chama de mulher o próprio produto desse processo. Eu ainda prefiro chamar de mulher a fêmea humana, mas essas terminologias são relativas e não impedem a nossa discussão. Mulherese e feministas são forçadas à feminilidade. Algumas resistem, mesmo se vendo héteros, como eu mesma resisti durante a infância. Mas, feminilidade é cerca de 80% do gênero, mas não o gênero todo. Ainda que resistamos a ela, continuamos presas à insígnia de “violável e violentável”, pelos homens. Não dá para fugir disso com ações individuais. Porém, dá para enfraquecer o patriarcado com ações conjuntas. O único movimento que ataca a feminilidade é o feminismo radical e o movimento lésbico, porém, no feminismo isso é facultativo. Meu texto então é uma retórica em defesa da importância de se aderir à desconstrução pessoal da feminilidade, ainda que isso doa no começo. Uma coisa boa é que mulheres negras não se encaixam bem no padrão de feminilidade. Feminilidade, curiosamente, é um padrão mais avançado para mulheres não-negras-africanas (carece de fontes). Não sei por quê. Mas, com isso, o padrão de feminilidade seria um apagamento da nossa negritude. Por que desconstruir a feminilidade deve ser uma meta das mulheres contra o patriarcado e uma meta séria?

  1. Porque a feminilidade é mesmo um fator que favorece os homens e enfraquece as mulheres. Ela poda nossa asas e desativa em nós as nossas defesas naturais, as nossas defesas contra o estupro. Ela é uma insígnia de violabilidade e vulnerabilidade. E ela é mais que uma insígnia, é um processo de enfraquecimento, de vulnerabilidade real. Não é mera maquiagem ou performance. Nós, mulheres, somos realmente já enfraquecidas, debilitadas, tipo os frangos criados em cativeiro que mal conseguem se mover quando as gaiolas são abertas. Ter a feminilidade como algo facultativo é ignorar que depois que o estupro ocorre, o estrago irremediável em sua vida já está feito. O patriarcado não vai cair de uma década para outra, então, devemos nos  desfazer, ao máximo, dos fatores de vulnerabilidade aos homens. Precisamos ser o mais resistentes que pudermos.
  2.  Porque a feminilidade é muito galgada na infantilização da mulher, na pedofilia mesmo. A feminilidade é um processo de infantilização ou perenidade da infância da mulher. Um atraso na formação da sua psique adulta, da força de seu corpo, na formação do seu corpo de adulta. Colaborar com um padrão pedofílico da feminilidade é validar, ainda que não intencionalmente, a sordidez dos homens de desejarem violar crianças. Pois é disso que eles gostam, meninas, os seres mais frágeis e violáveis possível para eles, pois os homens são, antes de tudo, covardes. Esse padrão pode ser percebido na performance da feminilidade: dedinho na boca, olhar perdido, inocente, olhos grandes, corpo magro e lânguido, estatura pequena, ausência de pelos, pele lisa. 
    As mulheres adultas, para agradarem aos homens, se infantilizam e tentam mascarar até mesmo a sua autonomia. São presenteadas com ursos de pelúcia, bombons e coisas fúteis. Forçam vozes de tom mais agudo e expressões infantis (Porque a feminilidade quando não é galgada na infantilização da mulher, é galgada na escravidão, subjugação total da mulher. Quando não é para se demonstrar frágil e vulnerável como uma criança, as mulheres devem se mostrar escravas, subalternas e subjugadas aos homens. Ou meros objetos, objetos sexuais. Ela, pela femilidade, deve se mostrar sempre pronta para a penetração, na hora que ele quiser. Então, anda-se empinada e rebolando. E usa-se calçados que limitam os passos e a mantém presa fácil para eles. Para que não possamos ir e vir, ou fugir, com facilidade como eles.
  3.  Feminilidade é um atraso de vida que come seu tempo e seu dinheiro. Será que eu preciso me estender sobre o quanto o processo de manutenção da feminilidade atrasa nossas vidas e consome nosso dinheiro, nossa mão de obra? Quanto tempo uma mulher perde escolhendo a roupa adequada? Quanto tempo ela leva entre o banho e sua saída para o trabalho? Ou fazendo as unhas, indo ao salão de beleza? E pensando na análise combinatória necessariamente cheia de regras para escolher e combinar as peças de roupas? E sapato! Quanto dinheiro e tempo se perde com isso?! E o que se deixa de fazer por causa disso? Acordar alguns minutos mais tarde, ou mesmo ler um livro, ou jogar video-game. Não deve ser desprovida de causalidade a relação entre a manutenção e preocupação com a feminilidade e os “transtornos” psíquicos que as mulheres sofrem. Além de todas as preocupações com sustento e segurança, as mulheres acordam já numa rotina de se preocuparem com a manutenção da femilidade vinte e quatro horas por dia! Inclusive quando elas já estão se relacionando com as outras pessoas. “Será que estou bonita?”. “Ai, ele deve ter me achado feia”. “Preciso sorrir para não ficar com a cara fechada, ou fazer aquela cara de ingênua”. Pensamentos assim norteiam as mentes das mulheres em concomitância com todas as outras questões, de práxis, para os seres humanos. Minto, pensamentos assim norteiam as mentes das mulheres em concomitância com muitas outras questões que só elas têm que ter, como maternidade e o medo de ser estuprada. Tudo isso nos atrasa e nos deixa em desvantagem. É uma escravidão nossa para a sociedade, pois além de já sermos exploradas de tantas outras formas, temos que fazer isso sendo os próprios adornos dos ambientes. É um tempo roubado, que nos impede de dedicarmos a nós mesmas, ao nosso lazer e à nossa formação intelectual e profissional.
  4.  A feminilidade é anulação da nossa verdadeira aparência e essência psíquica e física. Não há nada mais distante da nossa verdadeira aparência do que a feminilidade. Não parecemos com bonecas. Não temos as sobrancelhas sem pelos no sobrolho, não temos os lábios vermelhos e as bochechas constantemente coradas (principalmente nós, negras), não somos débeis e lentas naturalmente, não somos privadas de potencial de desenvolvimento muscular, nem sempre temos cílios longos (principalmente nós, negras), não somos vaidosas por natureza, e nem fúteis, não mais do que os homens. Não temos alopécia dos olhos para baixo. Não temos vaginas com cheiro de tutti-frutti. E nossos cabelos são grisalhos e brancos após uma certa idade. Esta somos nós, mulheres, e não bonecas. Nos aceitarmos, nos amarmos, significa, no fim, amarmos a forma como somos ao natural, sem as intervenções de anulamento de nossas características.

Isto sim é amor próprio. E só ama mulheres quem ama também essas características e não produtos sociais fetichistas. 5. Precisamos de representatividade para inspirarmos outras mulheres e viralizar a desconstrução da feminilidade. Se você já entendeu que a feminilidade é uma arma do patriarcado contra você mesma, que facilita a dominação deles, você deve entender que desconstruir isso enquanto padrão é um grande passo para se derrubar o sistema de gênero e enfraquecer a supremacia masculina, assim como a representatividade de mulheres negras com a negritude assumida vem enfraquecendo os padrões caucasianos de beleza e tornando negras cada vez mais fortes e decididas, pela confiança da coletividade, a lutarem por espaço e voz nessa sociedade racista. Tem inclusive muita gente que não é negra querendo ser negra, devido a essa representatividade que acaba, como efeito colateral, despertando fetichização da negritude. De forma semelhante, mulheres aderindo cada vez mais à desconstrução da feminilidade vão desconstruir o mito, que prejudica principalmente as mulheres, de que somos intrinsecamente femininas ou que somos feias ao natural, fazendo com que muitas mulheres se sintam confiantes a se livrarem das amarras da feminilidade, de seus grilhões, ficando livre. Dá medo e insegurança no início, mas é justamente de pioneiras, heroínas, que precisamos para dar confiança às outras mulheres de que a feminilidade não só é dispensável como é perda de vida. Feminilidade é isso, é aquilo que precisamos desconstruir de forma viral para enfim nos amarmos e inspirarmos outras mulheres a se amarem também e enfraquecermos, juntas, a supremacia masculina e consequente misoginia. E diminuirmos o fardo que nossas filhas e netas terão que ainda enfrentar daqui a vinte ou cinquenta anos. A supremacia masculina tem alicerce na misoginia e a feminilidade é justamente a concretização da misoginia sobre cada uma de nós, mulheres. Resistir a ela não deve ser facultativo, mas um dos primeiros passos das mulheres que já querem, mesmo, enfraquecer o patriarcado.





Eu sou escritora e tenho livros publicados. Confira aqui . 😉

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comentários
  1. miateixeira disse:

    Excelente! Excelente!

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    • Pyter disse:

      Eu sou homem kk poderia achar idiotice, mas muito pelo contrário, onde estão as albert einstein femininas onde estão as martin luther king, infelizmente não há eu me privelegio disso, mas me inconformo comigo mesmo, pois tenho mãe e a amo ela não sabe, por que homem não admite e vejo as dificuldades dela a amo por isso por ser guerreira vcs não são plástico … Pensem bem ainda da tempo de mudar ps eu vejo ela sofrer não me conformo com isso tanbem Eu amo as mulheres mas elas não se conformam …Ainda há tempo 🙂 abrçs Fortes XD

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  2. Michele Lima disse:

    Obrigada por isso!
    Escreva sempre!
    Muita força pra você querida!

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  3. Cacau disse:

    Gostei muito do texto. Muito obrigada.

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  4. […] mais sobre feminilidade como ferramenta de manutenção da hierarquia entre os sexos neste post da Keli Cristina, autora do blog À Margem do […]

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  5. Luana disse:

    Seu texto traz muita reflexão e inquietação por ser tão verdadeiro, apesar de soar um pouco radical. Refleti e não consegui me ver vivendo sem essas amarras de vaidade que todas temos, talvez por uma necessidade de aceitação que também tem uma relação íntima com a subjugação das mulheres. Sei que a não aceitação social trazida por essa desconstrução causaria desconforto e dificuldades, mas também vejo o ato de heroísmo inerente a ela.

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  6. andreadeoliveira2009 disse:

    Republicou isso em andreadeoliveira2009.

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  7. […] Por que resistir à feminilidade deveria fazer parte de nossas lutas?. […]

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  8. daniela disse:

    Muito legal.
    Só acho que ninguém precisa ser bela ou “se amar”, nem seguir padrões de beleza – e existem muitos pradrões, desde o maisntream ao psicológico. Não há necessidade de se achar bonita, de se adequar ao conceito de beleza próprio de sua raça ou ideologia – mas simplesmente aboli-lo. Se achar bonita, se amar, acho conceitos pouco operacionais e muito simbólicos. E dizer que empoderamento passa pelo marcador do “belo” é de novo rebaixar a fala ao discursivo masculino opressor.
    Pra mim, o marcador mais importante é a necessidade urgente de acumulação de capital por mulheres: dinheiro.

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  9. C. S. Costa disse:

    Realmente, me dei conta recentemente de como o ser “mulher” é algo completamente (sim, COMPLETAMENTE) artificial. Fico com muita raiva quando lembro que homens podem ser totalmente naturais e espontâneos tanto física quanto psicologicamente, enquanto nós mulheres somos obrigadas a nos enquadrarmos num padrão absurdo. E se a mulher decide assumir-se como é – com pelos, com secreções, com sexualidade (ou ausência dela, pois isso também existe), com a cara limpa, etc – é dita porca, desleixada, lhe dizem que se parece com um homem (de uma forma negativa), que é asquerosa. E nosso comportamento é controlado de tantas formas… Em absolutamente todos os empregos que tive ouvi críticas ao meu jeito de ser: você deveria sorrir mais, você precisa ser mais simpática, você está sempre emburrada, etc. Simplesmente porque eu trabalho com o semblante sério.

    Infelizmente, sou hétera. Infelizmente, tenho libido. Sempre que me queixo de nunca ficar com ninguém, me aparece gente dizendo que sou bonita, mas muito fechada, que deveria ser mais simpática e ter mais iniciativa. Porra, mas eu fui socializada para ser passiva! Para ser linda e chamar a atenção masculina passivamente, esperar que um homem venha até mim. Não é simples mudar isso, não mesmo! E olha que até pouco tempo atrás eu seguia os padrões de feminilidade religiosamente.

    Faz um tempo que não “cuido” direito do cabelo nem me depilo, mas morro de vergonha de mostrar isso da porta de casa pra fora. Minha mãe me critica, diz que sou preguiçosa (entendo porque ela faz isso), mas eu me sinto confortável comigo mesma – em casa. Na rua eu não tenho coragem de encarar o mundo com meus pelos e meus cabelos desgrenhados. Me sinto feia sem maquiagem, uso roupas desconfortáveis também para evitar julgamentos. Ainda preciso ligar o foda-se pra isso tudo. Só então conseguirei me livrar dessas amarras.

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    • Eu também era hétero e achava que nunca ia desconstruir isso. Demorou, mas desconstruí. E acho que o que mais me afastou das mulheres, além da misoginia internalizada e lesbofobia, foi a ausência de autenticidade nelas. Esse produto em que somos forçosamente transformadas. Mas, particularmente, mulher in natura é o que me atrai mais fácil.
      Não se trata apenas de um estilo estético, mas de uma insígnia, uma prisão, uma adulteração de nossos corpos. E um auto-ódio.
      Eu sou negra e para mim é mais difícil ainda me livrar da feminilidade, principalmente porque trabalho. Mas a meta é a desconstrução e por quê? Para inspirarmos mais e mais mulheres a serem confortáveis com elas mesmas e enfraquecer o patriarcado. Não é só a aparência, é o comportamento que se espera de nós, e principalmente a ausência de poder.

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  10. Vitor disse:

    Achei que o texto ficou um pouco mal escrito, principalmente no começo, e com alguns vícios repetitivos, como “a gente”. E alguns erros gramaticais, mas fora isso, achei muito bom, principalmente a ideia principal. Acho que se tivesse colocado alguns exemplos de como algumas frases inocentes de família podem ter um peso enorme na construção da personalidade, principalmente de crianças, (o que é uma arma silenciosa na propagação do ideal de feminilidade), o texto teria ficado ainda mais rico…

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    • Vitor, eu não sou paga para escrever e este texto não é acadêmico. Isto é um blog e a autora é muito ocupada para se prender à revisão copiosa.
      Eu recomendo você estudar linguística e se livrar desse vício nada pragmático de pedantismo linguístico.
      Entendo que escrever dentro da norma culta é mais seguro, porém fugir dela não necessariamente é fator tão significativo para repassar a mensagem.
      No dia em que eu escrever um livro ou uma produção acadêmica, me preocupo com esses detalhes secundários.

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    • ana paula disse:

      Gente, ome quer dar pitaco em tudo! eles não se mancam! rs

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  11. Jay disse:

    Adorei !!!

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  12. Brenda disse:

    Eu , particularmente, acho que é natural que um gênero domine o outro, sim, há muito exagero por parte humana e relação ao domínio, porém, se pararmos para pensar, existem outras culturas em que as mulheres são dominantes e caçadoras, assim como os homem as endeusam e cuidam da casa e dos filhos.
    Há inúmeras colônias. animai em que os machos são extremamente subimissos às femêas, mas o seu texto foi ótimo, me identifiquei em várias partes! Parabéns

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  13. Lorena disse:

    Eu sequer prestei atenção a qualquer erro gramatical, estava tão mergulhada na ideia do texto, tentando interpretar à minha realidade, daí vem o Vitor. Percebam que primeiro ele criticou o texto o quanto pode, depois elogiou. Tipo: “isso isso isso, mas apesar de tudo o texto é válido”.

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  14. Bianca disse:

    texto incrível, muito obrigada!

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  15. Luane B de S disse:

    Olá. Sou nova por essas bandas e cheguei aqui graças ao bloguinho da Lola.
    O texto, embora seja muito longo, parece ser interessante. Li pelo menos até o segundo parágrafo. Pretendo retornar com a leitura assim que eu puder, rs.
    Estou comentando para lhe dizer uma coisa: não deixe de escrever, garota!
    Embora, sim, haja mulheres que acham que tudo o que vc problematiza não passa de perseguição, eu te digo que, até por onde eu li, colocaste muito bem em palavras aquilo que sempre achei que a feminilidade significava: uma insígnia e não das melhores dentro di patriarcado. Precisamos problematizar isso e pensar em como romper com essa visão de feminilidade. No mais, desejo muita paz e sorte na caminhada, querida.

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  16. Sany Ferreira disse:

    Eu gostei muito do texto, mas acho que a construçao da feminilidade não atinge tanto as mulheres negras, quanto atinge as brancas padrão. Afinal somos tão animalizadas que dificilmente somos vistas como “seres femininos”.

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  17. Maria M disse:

    Esse texto!!! Estou sem palavras para tentar materializar os pensamentos e sentimentos que esse texto me trouxe. Tão mas tão lucido! Me trouxe tantos questionamentos e problematizações a sociedade e a MIM. Esse texto traz o feminismo/descontrução para voce no aqui e agora, coisa que raramente vemos em outros blogs e textos por ai.
    Keli, minha ETERNA admiraçao por você e por todo o material que você produz aqui (e fora) nesse blog.

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  18. Jostiny disse:

    Sobre esse assunto, existe um outro debate também. Já que eu devo excluir toda a minha feminilidade, eu teria que me vestir/agir/pensar como homem? Novamente o dilema da razão/sensibilidade?

    Adichie (feminista nigeriana) diz que não precisamos excluir isso p sermos respeitadas (Isso já vai p lado humanista da história). Não sou uma pessoa de muitas vaidades, mas, por exemplo: como posso me libertar se meu chefe me pede p usar roupas totalmente “masculinas” p parecer mesmo um homem e excluir todo o meu ser “feminino”? Isso nunca aconteceu comigo, mas eu me sentiria super péssima nessa relação e me perguntaria: “pq mudar por causa desse babaca?”.

    Em uma cabeça patriarcal e falocêntrica, nós mulheres, somos incapazes por sermos quem somos, cheias de “frescuras” e sendo “mulherzinhas” demais…. nesse sentido, tentam nos “reproduzir” socialmente como homens, também?

    Acho, de maneira muito simples, que: são os homens que devem mudar o pensamento deles e não nós. Não devemos ficar mudando como somos para que os homens sejam menos escrotos, eles pensam e podem, muito bem, deixarem de ser uns babacas acéfalos. O problema são eles!

    Obrigada pelo texto.

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  19. Geni disse:

    Olá, Keli. Queria te agradecer imensamente. Eu sou lésbica, periférica, filha de mãe indígena e pai branco, sou mestiza. Eu leio teoria feminista (até bem pouco tempo só a branca e ht) há muitos anos e desde que tive esse contato o meu incômodo foi crescendo, virou raiva, tristeza e coisas afins, por não me enxergar no que lia. Te agradeço por escrever porque, apesar de partirmos de lugares diferentes, tem mtos, mas muitos pontos em comum, que fizeram total sentido na minha história de vida. Vc não imagina o quanto foi fantástico pra mim ler os textos sobre veganismo, eu sou vegana há alguns anos. Não aguentava mais ler a pseudo-empatia branca n-vegana, que na real, pra mim, só quer dizer que pobre n pode ser vegano pq é isso é coisa de gente inteligente (e a gente seria burra demais pra isso, rs). O texto sobre depressão, nossa, representou mto do que acredito também. Eu tenho uma teoria sobre sofrimento psíquico em pessoas brancas e ricas, em linhas gerais é basicamente o seguinte: a suposta baixa auto-estima nada mais é do que uma alta auto-estima, no sentido de que: ”como assim o mundo não tá girando ao meu redor?”. isso pra mim não seria insegurança, seria dor de ego inflado, consequência da escassez de ferramentas pra lidar com a frustração. Esse texto sobre feminilidade, nossa, amei muito também. Acho que feministas brancas-ht gostam mto de lutar contra o machismo, mas daí a nomear que o machismo tem uma raiz profunda na heterossexualidade (e por consequência, na feminização) aí é mais difícil porque entra numa ceara de desconforto consigo mesmo, na política de si. Eu estou há horas lendo seus textos, em êxtase, hehe, vontade de comentar um por um. Mas enfim, que bom q cê existe! besos.

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  20. Gratidão, minha amiga! Texto fundamental! ❤

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  21. Luciano disse:

    Interessante tuas colocações, mas não posso concordar de todo. Em primeiro lugar creio que esta ideia de feminilidade foi feita pelas próprias mulheres. Analisando os padrões físicos mais comuns entre homens e mulheres eu pude analisar que quanto aos quesitos força física e pilosidade do couro cabeludo para baixo é que as mulheres têm menos. Isto não se constitui um defeito, pois isto atrai o homem, uma força maior está no homem, mas não pertence ao homem, pois na maioria das vezes está colocada ao uso da mulher. A feminilidade é uma ideia de as mulheres se preservarem, a prova disto é que em todas as culturas as mulheres vivem mais tempo do que os homens e com mais saúde. Há exceções notáveis, mas há mais viúvas do que viúvos. Salto alto foi uma invenção feminina, a mania de pintar os cabelos também.

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