What Haters Serve For?

Publicado: 11 de abril de 2017 em Sem categoria

Haters are or envious or privileged people trying to deny and protect their privileges.

But it’s very “interesting” this behavior of haters..:

They first expend their empty lives gossiping and trashing you.

Alright…

The second step so is to propagate an idea that was yours.

Haters are thieves of ideas. Some people call this Cultural Appropriation. Perhaps. It depends on. Are we integrating this function of a power over this curve? So, we call it “Cultural Appropriation”. Cool. But, are we talking about only a specific point? So, Idea Stealing. Right?

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I talked about Cultural Appropriation  <<< here.

That is a behavior so ancient in humanity…

Well, watch out haters and their hated people. Hate is only the first step of a dishonest path.

Of course, haters, for having no talent and being nothing more than fucking unproductive parasites, will invest in a more charming and attractive appearance, to sell their stolen ideas easily. As they pretend not reading “you”, since they hate “you”… Right?

On the other hand, I am very grateful to the fairies and unicorns, that’s a behavior only of males, not females. Vaginas turn people in angelical and very honest persons. Also very empathetic. That’s scientific, didn’t you know that? So, here, I am strictly talking about men.

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This never happens

I recommend so the assassination of all men, and so the dishonesty on world will stop. What fantastic world this would be.

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Listen, people love ideas thieves because people love being cheated. If you are thinking about the career of idea stealer, don’t you think twice, it’s very profitable.

People don’t appreciate the truth because… Well, I talk about that a little bit here.

Of course, yeah, it’s all about Energy and Time War. We have honest people trying to make their own works, and parasites. Of course. And of course I am talking only about men. And some kind of black women, which we know they look like men sometimes, nuh? I mean… they are so brutal and masculinized…

And don’t wonder if soon, if not already, you see feminism sounding as… Negralismo.

Repeat after me:

STEP 1 : Demonization!

STEP 2: Cultural Appropriation/Ideas stealing.

STEP 3: SUCCESS!!!

The system works because their sons are just as it is!!! Have a great life!

P.s: Sometimes I’m afraid of people thinking that I am being ironic, well, sorry for that, but, if it’s not well clear, if you don’t want to deal with dishonest people, walk only around women. You will be safe. So, again, have a nice life…

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OÙ EST LA BLOGGER?

Publicado: 7 de abril de 2017 em Sem categoria

So do you want clues about where the blogger here is?

She is fed up.

Bitter.

Not blind to your cynical behavior.

Not interested in playing your foolish games of lies and fakeness.

Not available to be your toy or personal adviser.

Not interested in being your heroine or idol.

Not interested in your interest about her and her life.

AfromisóginAs* quando não te subestimam na entrada,

Te invejam na saída.

* e afromisóginos.

Stop playing the worried kind about that poor intolerant and unfair black woman that just have made so many grave accusations about you. This role, yeah, it works with average people, true, but with the wiser ones… no… So, your mask falls down there.

I recommend you pretend to have a little bit more of grudge, instead. It would sound more “verossímil (Portuguese word)”.

This eternal role of comprehensive and self-sacrificing in front of my bad behavior… This doesn’t fit.

But, yeah… You have a WHOLE SYSTEM to take advantage of. Yeah, you’re right. 🙂

But…

O QUE É O NEGRALISMO?

Publicado: 7 de abril de 2017 em Sem categoria

Sempre me sinto falando grego.

Negralismo é uma releitura sociopolítica AFROGINOCENTRADA que desromantiza a natureza humana (mesmo humanos com buceta) e a própria Natureza.

Para que mais textos diante de mentes tão sagazes e melhores que a minha?

Não entendo o cinismo a incompreensão alheia diante do que é Negralismo.

Manual do Bom Fã

Publicado: 28 de fevereiro de 2017 em Sem categoria

Eu tenho meus ídolos e é interessante meu comportamento diante deles. Admiro muito o trabalho, os que eu gosto. Os que eu não gosto, devido ao histórico de talento da pessoa, procuro entender para romper conservadorismo meus. Com o surgimento das redes sociais, posso seguir meus ídolos. E sigo E me enfadonho porque não me sinto interessada nas viagens eles fizeram,as festas de aniversário que foram, quem estão namorando ou o novo instrumento que compraram. Também não ligo para os seus cachorros. Ou onde foram passar o fim de semana. O que me faz estacionar a minha navegação são os trabalhos novos dos meus ídolos. A boca até água. Fico de olho. Se estarão na América Latina fazendo concertos então, preciso anotar na agenda.

Bem, eu não sou fã dos meus ídolos ao que parece. Não sei muito da biografia não profissional, e nem do histórico de romances. Não conheço os filhos. E nem fico indignada com as opiniões políticas diferente. Se são racistas ou machistas, eu apenas boicoto. Mas não me dói. Meu dia não para. Não faço discurso aclamado de decepção. Decepção com o que? Eu nem conheço a pessoa.

O meu problema é que eu sou uma péssima fã. Fãs verdadeiros tem uma relação com os seus ídolos de capricho e umbiguismo. Do fã. Eles objetificam os ídolos, ressignificam eles, se importam com a vida particular dos seus ídolos, e alimentam os tabloides que lucram com a invasão de privacidade dos ídolos. Tampouco, o fã, tem consciência ou empatia sobre o que é ser um ídolo. Uma pessoa comum, mas muito exposta, visada e idealizada. Escrava do ódio contido do fã. Porque, entenda, o ídolo é o bem de consumo de fã. Aquela pessoa que ela, para protelar a desconstrução da própria miséria, devotou atenção e levou a um plano muito próprio e virtual, dentro das suas próprias certezas de que ela e o ídolo nasceram um para o outro. Quero andar com essa pessoa. Queria morar perto dela. Seríamos grandes amigos pois eu a conheço bem, consumi todas as suas obras, e assisti todas as entrevistas, sei também da infância difícil que teve….

Fã é, pra variar, uma bosta. Eita pessoa cega. E eita pessoa umbiguista. Agora, imagine você ter mil, um milhão dessas pragas. Ah, o dinheiro entra. E, por isso, só por isso, se tolera tanta invasão de privacidade, tanta surdez, tanta idealização. A pessoa pode ser a mais transparente possível, mas há uma grande diferença entre o trabalho do artista, inclusive sua face profissional, seu alterego, sua “relações públicas ” e o indivíduo. O indivíduo, pra início de conversa, é um primata. Um primata. Um primata artista, ok, mas um primata. Seu trabalho é divino. Sua juventude é bela, o padrão do tempo, ok, mas este primata não é estático. Há bastidores. E bastidores que nem ele mesmo tolera mas mantém no porão para não ser perseguido ou destruído por grandes empresarios, primatas egoicos com poder, ou pelos mídias, outros primatas egoicos com poder. Poder alimentado pelas massas de fã. Uma massa acrítica e carente. Que se aliena fácil e só causa preguiça. Porque não é mais uma pessoa, ídolos tem volume de fãs, não o pai, a mãe. O namorado. Antes fosse. Só você apanhar as malas e abandonar essas malas que ficam te encoleirando.

Mas… Adianta falar com fã? Ainda mais quando é uma massa? Não adianta.

‘Eu te amo’. Não, não ama pois não me conhece. ‘Mas eu consumi todas as suas obras’ . As obras são uma parte de mim, uma parte que talvez nem eu curta, que me doa lançar, porque é comercial. É a vendável. É para eu não morrer de fome nessa área chamada Arte, que demanda consciência das massas para não ser elitista. Ou marginalizada. ‘Mas você é tão bonito’ … Eu me destruo todos os dias, para você não me odiar, apesar de eu a princípio só querer tocar piano ou cantar. ‘Você não tem uma celulite, vi de perto no show’ . Eu não te aguento. Você me faz mal. ‘Não, eu te amo, sou seu fã’ . Não, você ama a minha performance que é um produto para te agradar, eu sou um produto para que a minha arte seja consumida. E muitas vezes preciso degradá-la por ela não ser compreendida e vendável.

Há tanta mentira entre o produto comercial e o ídolo que até o indivíduo – um primata, que caga, que têm vícios capitais, entenda, que é machista ou infantil, que pouco tempo tem para ler e se politizar, que vai degradando a saúde com drogas e intervenções estéticas – não se reconhece. Entenda que não é uma relação de amor esta entre o fã e o ídolo. É uma relação de destruição do indivíduo que não é livre, mas prisioneiro da norma. O trabalho dele, ok, e ele ganha pra isso. Só que nem todos são pagos pra isso. Imagine quando o artista é uma mulher negra. Imagine as condições que todos cobram para ela ter sua arte defendida. É feminista? Primeira coisa. Ah, que pena, o único cargo além de ser baba ou empregada que estamos disponibilizando vagas para negras é o de feminista. Queer de preferência. Com eventuais Frases marxistas. É padrão? Não? Tudo bem. Vamos te colocar nos bloquinhos de ativismo. É padrão? Ótimos retornos mas seja o mais glamourosa possível.

Fora dessas condições, as artistas não conseguem vender a própria arte. Viram escravos da indúst…

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHA

Você acha mesmo que a otária aqui está para lançar a culpa numa entidade metafísica?

O artista é escravo do próprio fandon. O próprio fandon vai ditar como ele deve ser e o que ele deve vender. Piano? Você toca piano? Mas é preta. Não é homem. É preta. Quer ser pianista sem mostrar a bunda? Pra que serve uma preta? Quem você pensa que é?

O que? É artista e quer ter uma rede social para se expressar livremente? Você por acaso é homem branco? Ou reproduza os discursos da minha liberdade ou seja perseguida.

O fandon é o pior inimigo do artista.

Se você é uma artista negra, e está lendo esse texto, há duas escolhas nessa vida: fazer arte ou se tornar um produto.

É aquilo que eu digo, viver de arte não é para qualquer um. Você não pode ser apenas uma habilidosa escritora que lança obras interesantes que a massa até acredita ter sido um lance seu de sorte e não talento. Você tem que ser marionete do seu fandon filho da puta. E isso é mais uma  questão misógina e racial do que um vício de mercado. Se você mesma fizer a nobre gentileza de refletir por si mesma ao invés de ter tudo mastigadinho da minha mente para a sua boquinha conectada ao seu ânus,você pode começar fazendo paralelos de quais tipos de pessoas são mais perseguidas por fãs ávidos para saber de suas vidas pessoais com o intuito de procurar razões para alimentar o sentimento mais primário, o da destruição. A afromisoginia, entenda, é um algoritmo ocidental. O fã antes de fingir amar, odeia o que é negro de buceta. O fã é afromisógino. Quando ele vai caçar sobre a sua vida, é apenas a sua essência afromisogina inquieta e em busca de razões para te odiar. Isso vai desde a celulite até, principalmente, as suas críticas ao racismo ou afromisoginia.

Pau no cu dos fãs. Pau no cu deles.

Os 5 mitos sobre a doença celíaca

Publicado: 25 de fevereiro de 2017 em Sem categoria

Frenemies

Publicado: 23 de fevereiro de 2017 em Sem categoria

Há poucos dias eu encontrei uma conhecida e em algum ponto nossa conversa convergiu para a minha falta de confiança nas pessoas e como as pessoas me odiavam. E então ela disse assim : “mas quem não vai odiar uma mulher negra como você, não é, Keli? “. Ou semelhante.
Eu não lembro mais.
Eu só tenho minhas lembranças de mulheres negras aparentemente zangadas. Hoje mesmo vi uma no transporte. Eu não as vejo como zangadas, vejo como resistentes. Mas mulheres negras mais velhas me assustam pois são meu futuro e é tenebroso. Ano passado, por exemplo, duas delas me assustaram, a atriz Whoopie Goldberg e Nina Simone. A Whoopie foi num ato de prestigiação, uma jovem negra a homenageava e a homenageava e a Whoopie estava estranha. Um olhar que eu já vi muito em rostos de negras mais velhas. Eu podia ler os pensamentos dela. Whoopie é casada com um homem branco. Me lembro também que uma vez ela foi citada como exemplo de atriz negra que não era bonita mas teve seu reconhecimento. Puxa, a Whoopie está idosa, e etc, mas ela era bonita quando jovem sim. Isso dá medo. Uma mulher atraente. Daí tem a Nina. Nossa, que Nina… Eu demorei a assistir o documentário dela e quando fiz… valeu a pena mas me machucou. Agora mesmo sinto a sensação de estômago machucado.
Desde que o Marcelo, meu ex, branco como todos os meus namorados, sumiu, eu me descentralizei dele como se o amor que eu tive com ele pudesse ser repetido. Não espere um texto coeso. Não estou aqui para isso hoje.
Ele era espírita e acreditava em vida após a morte. Ele precisava disso. E eu precisei dele. A primeira pessoa que me amou nessa vida foi também a última, o mesmo. E nós dois romantizavamos tanto aquela relação que a pergunta “qual era a chance que eu tinha de te conhecer? “ era feita o tempo todo. Eu achava fantástico também. Ele era tão bom para ser verdade que não foi.
Então há três anos, desde que ele se foi, eu tenho amargado o paradoxo do homem branco. Eu judiei tanto deles. E eu vejo negras que se dizem amadas por seus homens brancos também judiarem deles. Eu só alerto “não faz isso”, porque eu já fiz né? Aquele velho ditado, a gente só dá valor quando perde. Eu simplesmente não imaginava, queria ter lido mais mulheres negras livres e espontâneas naquela época mas eu era só uma estudante cuidando da própria vida. Eu não pensava em movimentos. Eu só pensava em números e séries, de seriados. Mas precisei ter contato com o mundo, com aqueles tipos que esfreguei na cara dele que eram melhores que ele por não serem ou homens ou brancos. Ele me alertava tanto sobre tudo e todos. Ele morreu tão amargo. Tão amargo e kelicentrado que a psiquiatra dele chegou a proibir nosso contato. Ela disse que eu o fazia mal. Eu disse que eu era a melhor coisa da vida dele.
Eu fiz uma retrospectiva dolorosa e o maniqueísmo se provou empíricamente um câncer, a úlcera que come por dentro. Eu abraçaria cada um deles. Os melhores conselhos. Eu não os odiava, não foi isso. Mas em 2014 eu me voltei contra eles em discurso. Eu odeio ingratidão e fui ingrata. Eu tive que parar de chamar o Marcelo de homem, para a teoria se encaixar. Mas quem no lugar dele, ali no alto, tendo a loira mais padrão aos pés, e a bela branca também apaixonada e uma doce alemã também encantada, quem no lugar dele amaria uma negra até o fim? A gente não acredita, a gente testa. É horrível. E o mundo o tempo todo faz questão de ressaltar que é ou uma mentira ou um caso de cegueira. O que ele viu nessa coisa? Nesse tribufu? Esse é o preço de namorar uma pessoa padrão sendo fora do padrão. Para não machucar, é recomendável esconder o caso, porque racismo quando não mata de tiro ou facada, mata por dentro.
Os namoros que deixei para trás foram por insatisfação sexual. E a ironia é que eu que não sabia transar. Quantas vezes ele quis me chupar e eu tinha muito muito receio. Uma misoginia terrível. Transava errado por quinze anos. Um atraso de vida não ler negras vividas. Eu tinha um desprezo gratuito pela cor deles. Eu só esperava deles o pior. Esse pior nunca chegou. Até na hora de alguns me magoar, era com tato.
Tão oposto do que vivi desde que eu disse adeus a ele. Parece que ele me pune la do céu. Queria que ele parasse. De ter tanta razão. Me lembrava também do Gustavo, um argentino que queria fio terra e ménage à trois. Eu fiquei em choque. Mas me lembrei dele pq ele condenou tudo o que eu comia, o que eu lia e o que eu via de filme. Ele era antiamericano, antiacucar e antiromance barato. 13 anos depois estou como o Gustavo queria que eu ficasse enquanto eu xingada ele por dentro. O suco era de laranja, a rua era a Nossa Senhora de Copacabana, Santa Luzia mesmo, e o açúcar vinha no envelope. Ele não deixou eu tomar com açúcar. Por essas coisas eu queria mais nada com ele. Mas os elogios dele me causavam muito mais raiva porque eu achava forçado só para me comer. E sempre odiei mentira. Mas menti para eles.
Não é endeusamento, é afirmação de que eu morava na Espanha, reclamei muito e vim parar no Brasil, mais ou menos isso. Espanha se provou um paraíso.
Sobre frenemies, um dia eu me vejo muda, em absoluto, mesmo diante das fãs, principalmente diante delas, por já saber tudo que importa, a afromisoginia é cruel e muito próxima. Frenemy, para vocês, novas vítimas, arrogantes e afromisoginas, só para não chorarem falta de aviso la na frente, assim como não posso fazer por causa do Marcelo, a criatura mais amarga e desconfiada que conheci. Ele confiava em ninguém e todo mundo só queria me usar. Ele gostava da Cássia. Carol ele não conhecia. Bem, frenemies são as pessoas que vão se fazer de sua amiga só para não fazer feio diante do mundo. Tem gente olhando e elas precisam performar. Mas elas deixam sinais. Os olhares. Preste atenção neles. Os silêncios súbitos. As indiretas. Elas dizem tudo. Elas vão repetir porque juram que você é burra demais pra perceber a ofensa e a ofensa molha as calcinhas delas. Anote essas coisas porque lá na frente você vai dizer : “eu sentia que havia algo errado “. Não se admire se rolar Frases fortes como “amiga” ou “te amo”. Mas não para por aí. Poderia ser uma pessoa tentando ser paciente contigo. A maledicência e calúnia. Essa é a última arma dos covardes, assim disse Leandro Karnal. Haverá também outras maneiras de te sabotar. Seu sorriso e ego a incomodam más ela não tem coragem de admitir. imagesÀs vezes solta rancor quando estar com raiva. Depois tenta se recompor. Em última instância, gasliting, você que está louca, paranoica, interpretou tudo errado. As frenemies existem e nesta selva romantizada, elas vão surgir justamente quando você não é uma preta tão invisível, mas super arredia e de percepção apurada. E uma hora elas se sentirão confortáveis por perceber que o mundo te odeia. Cedo ou tarde a máscara cai. Mas as frenemies querem se passar por inocentes até o final.
Num mundo de militância onde o que você pensa sobre a militância e o comportamento de negras não pode ser dito assim abertamente pois macula a imagem do movimento… as frenemies virão com toda, se crendo originais e únicas. Elas não sabem o que é ser negra.
Enfim, a única ciência social que confio é a de que a afromisoginia é o sistema mais universal e forte que existe. De mil, nem um. Precisarei de mil vezes mil, para daí sim ter um. O amor do Marcelo por exemplo não o impedia de ser afromisogino com uma Nina Simone por exemplo. Nope. Ele não está aprovado. A afromisoginia é repúdio a mulheres com atributos afros. Amar negras de pele clara, cabelo lisin, nariz fininho, corpinho de branca, todas querem, para postar naquela foto do face. Mas a negra exalando África, a tão ojerizada África não. Indianas e indígenas primeiro. Brancas sempre. Latinas são lindas. Traços negroides, cabelo encarapinhado, cor preta não.
O papel dos movimentos de esquerda tem sido nos alienar com falsas promessas de desconstrução e apoio, exigindo em troca a demonização daqueles que eles querem derrubar nos usando de token. Deixarei aqui, sem pretender deixar esse texto coeso e coerente, o trecho do livro Sapiens que me mandaram dizendo se lembrarem da Esquerda e do feminismo. O que não mata fortalece. Introspecção e não interação, esse é o estágio da negra madura._20170223_030032.JPG

Sobre Apropriação Cultural

Publicado: 19 de novembro de 2016 em Sem categoria

Você está de boa em algum grupo que tangencia as questões ambientalistas e de repente te mandam um share de um vídeo sobre um trabalho inovador e promissor de um cara branco, nórdico (ariano) inclusive. Daí colocam um nome composto com ar acadêmico tipo Agrofloresta ou Permacultura. E aquela velha concepção de homem branco herói,  e resolvedor dos próprios problemas que causa, é reforçada,  feito mais uma pedra que rola da montanha para formar areia.

Aparentemente o homem branco não apenas é um Deus como também escreve certo por linhas tortas.

Bem, daí, algumas mentes resistentes podem pensar O que torna o homem branco assim, tão fodão?

Podemos até enumerar alguns fatores.

Fator número um: Capitais cultural, social e financeiro. E sendo a primeira vez que uso esse termo ‘capital social’,  vou tomar a precaução de defini-lo da maneira que me veio à mente, exatamente enquanto eu pensava nos tais fatores. Capital social é o conjunto de condições socioambientais com que o homem branco se depara desde seu nascimento na sociedade que são  maior receptividade, confiança e atentabilidade às suas demandas. Em seguida pesquisei sobre o conceito e não facilmente caí em Bourdieu, que foi o mesmo que falou em capital cultural além do financeiro. Tal como eu previa, ainda bem. Mas desconfio que ele não tenha aplicado isso de maneira tão frontal sobre seus próprios privilégios de homem branco.

Fator número dois: tempo. Por causa dos fatores número um, o homem branco tem mais tempo livre para produzir mais capital cultural. Principalmente porque ele será muito melhor remunerado por isso. Serviço intelectual de preta é de graça quando não descreditado.

Fator número tres: mais recursos e mobilidade espacial. Também frutos do fator número um.

Tudo isso é herança dos dois sistemas bases, Racista e Machista, que retroalimentam a Supremacia Branca e a Masculina. Se pensarmos bem, bem ou mal, o homem branco ainda favorece a mulher branca e o homem negro, mas nadinha a mulher preta. Temos nada em comum com eles. Pare e pense.

Bem, nenhum desses fatores enumerados são relevantes nesse texto, não assim, a ponto de receberem destaque.

Estou aqui para destacar um subfator mais específico mas que produtivamente ainda tem relação com os fatores que destaquei, principalmente o terceiro, retroalimentando o primeiro fator, numa espiral.

O homem branco, graças aos produtos tecnológicos (recursos tecnológicos) da mecânica, termodinâmica e do eletromagnetismo, dispõe de maior grau de mobilidade espacial.

Essa mobilidade tem história. Eu vejo o homem branco como um produto da Europa. Vejo não, ele é um produto da Europa. Fato. E a Europa é um continente hostil. Um continente que expulsa, que coage a mobilidade. Que alimenta o ‘instinto’ de territorialismo, e de provocar guerras. Europa não é um ambiente para primatas, quanto mais um primata tão pelado. Ela é o caminho inverso da adaptação da espécie humana.

Nisso, viajar e visitar (ou invadir) outros territórios, criadouros de outras culturas, se fez inevitável.

O europeu teve ao seu dispor, no mínimo, antes da sua travessia do Atlântico, contato com quatro bolhas  culturais não europeias : Árabes e negros africanos, brancos orientais e negros indianos. O fato de não ser europeias causam grandes choques culturais. Alguns de magnitude surreais como a concepção do número Zero, por exemplo, grande “descoberta” herdada do contato com a cultura védica ou hindu.

Eu poderia citar várias contribuições de outros povos, africanos principalmente, que foram significativas na construção do Big Capital Cultural dos europeus, e eu faria isso sem estar próxima de esgotar a listagem, já que só sob muita resistência ao eurocentrismo tal listagem foi sendo criada. Mas vou partir do ponto de que minhas leitoras acham isso óbvio inclusive, e já até tedioso.

É quem dera fosse assim, porque se assim fosse, essa obviedade tediosa não teria que ser redigida. Até isso branco tem mais vantagem, ele não precisa sentar para escrever o óbvio.

Bem, o Grande Capital Cultural dos europeus e dos americanos foi construído por intercâmbio cultural. Não intercâmbio pois câmbio implica troca. Apropriação mesmo… Cultural.

Foram as diversas culturas do globo, os diversos olhares sobre os diversos fenômenos da Gaia que possibilitaram os europeus a avançarem na fundamentalização das ciências. Um gigante alimentado por várias nações. Para em seguida não lhes sobrar nem os ossos para contar história.

Deste acúmulo absurdo, altamente rico, versátil, diversificado, e milenar, que os europeus puderam chegar às obviedades das ciências naturais, sociais, artes e filosofias. Ah, sim, claro, da sua Religião também.

Este capital cultural, construído de apropriações culturais, entenda, foi o que possibilitou a construção da Supremacia Europeia (branca) e esta  supremacia trouxe o capital Financeiro e o Social.

Tranquilo?

Ok.

Mas, acaso é a supremacia branca e seu impacto negativo chamado Racismo um fenômeno estático e meramente histórico? Ela é apenas um ponto no passado ou um segmento continuo de reta presente até hoje e do amanhã em diante?

Ciente da resposta afim da minha, vamos então discutir um pouco a dinâmica desta supremacia. Como ela é desdobrada ao longo da história. Eu já disse algumas coisas e vou apenas resumir num esquema simples.

APROPRIAÇÃO CULTURAL ➡️ ACÚMULO DE CAPITAL CULTURAL ➡️ PRODUÇÃO DE CAPITAL FINANCEIRO ➡️ SUPREMACIA BRANCA ➡️ CAPITAL SOCIAL ➡️ PRODUÇÃO DE CAPITAL FINANCEIRO

Opa, vamos então rever a importância desses capitais. Você está usando um produto tecnológico agora para ler esse texto. Um produto fruto do alto desenvolvimento da cultura das ciências matemáticas e naturais, sendo o núcleo tecnológico miúdo em tamanho mas caro. Ou seja, capital cultural é convertido em capital financeiro. E o financeiro, já que dinheiro é poder (assim como conhecimento), é convertido ou endossa o capital… social. Que também vai ser convertido em capital financeiro, que compra mobilidade (apropriação cultural) e acesso à informação (capital cultural),  que vão gerar novas tecnologias que serão trocadas por mais capital financeiro.

Me desculpe minha limitação de tempo e tecnologia, ou talvez interesse mesmo, em desenhar melhor essa relação tão explícita aqui de retroalimentação do capital cultural, fruto de apropriação cultural (viagens, pesquisas e observações de povos nativos ou periféricos…), de indivíduos brancos que vai ser convertido em Moeda (capital financeiro) endossando o capital social que também ajudam e muito a facilitar a obtenção de mais moeda (capital financeiro). Desenhe você mesma, se julga necessário.

Voltando ao branco nórdico herói da falência ambiental causada pelos primitivos povos escuros de degradação ambiental, voltando a ele, ele é reconhecido como o cara que desenvolveu a permacultura. Mas ele não é indústria (ou acaso agora a academia será reconhecida como uma burguesia?), adiantando a leitura convenientemente omissa de marxistas racistas, e ainda assim é ovacionado (capital social) e recompensado (capital financeiro) por uma cultura já milenarmente existente (Apropriação Cultural) que é a cultura de, no mínimo, povos orientais de produção agrícola de alimentos. Esse modelo mais sustentável (leia-se inteligente), que curiosamente copia a natureza, é um modelo criado há muitos séculos por povos orientais como comunidades chinesas. E no vídeo do YouTube um nome europeu e pelos loiros é o tempo todo creditado sem sequer a fonte cultural de ““inspiração”” ter sido citada. I call this plágio.

E, naturalmente, não sendo este meu primeiro texto onde cito apropriações culturais, vide o texto Veganismo, Deuses Astronautas e Discovery Channel, algo assim, publicado no blog À Margem do Feminismo, onde introduzo essa questão da minha parte.

Não apenas a culinária vegana se apropria de culturas não brancas e revende como inovações criativas de brancos heróis, e não apenas a patética hipótese dos Deuses Astronautas, que tanto capital financeiro fez com a vendagem absurda de livros racistas (coisa da nossa contemporaneidade…), endossa a Supremacia Branca –  o sistema que vai favorecer a herança da família branca –  mas indivíduos brancos, diversos (não indústrias), vão lucrar e construir nomes e méritos com esse pequeno e tolo detalhe chamado apropriação cultural.

Isso está largamente estampado na Música. Do I need talk about it? Na dança! Vários indivíduos BRANCOS lucrando individualmente revendendo dança de povos explorados, invisibilizados, demonizados, ou seja, marginalizados, ao mercado. Mercado inclusive composto por pretos. Curiosamente, temos o fenômeno da venda da Capoeira. Quantos brancos ralés, academicamente fracassados, fugitivos do trabalho intelectual, ávidos por lazer, não saem daqui para revender Capoeira, esta luta artística que foi motivo de morte de tantos pretos escravos pelos próprios brancos, na Europa? Para ganhar em euro, ou pior, em libra? Tem branco vendendo capoeira, grite com isso, para pretos em MOÇAMBIQUE! Mon Dieu Noir!

Feijoada ? Samba? Cachaça? Acarajé? Acho que estou fazendo o desserviço de ensinar o brancos mais desatentos a ganhar dinheiro lá fora. Ou mesmo aqui.

Eu vou no centro de Umbanda e até Candomblé, e quem está ganhando dinheiro nessas religiões de preto? Brancos!

No funk… Ah, eu disse que não falaria de música, covardia pra esse tema.

Hum… Discussão acadêmica sobre Racismo e Negritude. Quero ganhar dinheiro com isso, ser lida e reconhecida por isso? A primeira pergunta… Eu sou branca pra ter essa ambição?

Da minha parte, vou deixar registradissimo, plágio e apropriação intelectual de brancas feministas das minhas ideias, outrora demonizadas, com direito a banimento, ocorre a ponto de eu, que pouco interajo na rede, e pouco espaço tenho (sou bloqueada e expulsa de vários grupos feministas), ver, olha…

A ponta de um iceberg do que o cinismo do ser humano não cansa de fazer.

Foi bom eu ter falado de mim, como de costume, porque um aspecto que não quero deixar mesmo de destacar sobre a Apropriação Cultural é que ela também tem sua dinâmica padrão. Vou tentar esquematizar mais uma vez aqui:

MARGINAL CRIA DUMA COORDENADA DE EXCLUSÃO SOCIAL E TENTA REVENDER ➡️ A ACADEMIA E OS BRANCOS DESPREZAM ➡️ BRANCOS DEMONIZAM ➡️ ALGUNS BRANCOS PAGAM DE SIMPATIZANTES DA CULTURAL MARGINAL ➡️ RECEBEM MÉRITO DE HUMILDES ➡ ENTÃO ALGUNS DESSES MESMO SIMPATIZANTES REVENDEM A CULTURA OUTRORA DEMONIZADA SE VALENDO DO SEU CAPITAL SOCIAL ➡️ O MERCADO RECEBE COM ENTUSIASMO ➡️ A IDEIA ️É ALIENADA DE SUA ORIGEM ATÉ A ORIGEM MARGINAL CAIR NO ESQUECIMENTO E MORRER NA MISÉRIA ➡️ A SUPREMACIA BRANCA É REFORÇADA.

Todos os pretos perdem. Todos os brancos ganham. Este é o saldo deste pequeno detalhe, ignorado e por vezes de insurgência atacada por marxistas, principalmente –  a riqueza de brancos com  reforço de permanência da sua supremacia, e fortalecimento do senso comum de que preto, preta, são nada criativas ou inteligentes.

Ficamos descapitalizadas, cada vez mais, não apenas de cultura, mas principalmente de inclusão social e recursos financeiros. Tempo útil de vida e energia mais uma vez roubados. Parasitados.

(Aviso: O texto abaixo não é recomendado para haters ou haters incubadas)

Recentemente estou revendo meu olhar sobre o meu filho e por consequência sobre mim mesma. Mas é uma revisão um tanto inflexível e que retorna ao mesmo ponto, só se reelabora para abarcar “novas leituras”, ou leituras anteriormente desprezadas.

Primeiramente, preciso dizer algo que aparentemente é irrelevante. Sou intolerante ao glúten e só aos 30 anos pude descobrir isso e tirar o véu dos meus olhos e minha mente. Nesta mesma época eu já era vegana e tinha cortado o leite (caseína para quem já pode entender por que cito isso), e foi justamente o veganismo que quase me matou, porque passei a comer carne de glúten, seitan. Tudo que já era ruim, ficou vertiginosa e dolorosamente pior. Há males que vem para o bem. Eu estava tão desesperada e frustrada com as dores e os ataques de letargia (desfalecimento) que após muita relutância fui seguir a tal dieta sem glúten, mais como forma de dizer “eu tentei de tudo”. Fim deste parágrafo.

Bem, meu filho tem 15 anos. Ele está fazendo terapia e estou revendo a leitura de que ele tenha autismo de alta funcionalidade, síndrome de Asperger. Eu tenho uma implicância gratuita com esse tipo de classificação porque meus namorados tentavam me enquadrar nisso. A implicância é tanta que por capricho aderi à astrologia, pois achei a leitura o mesmo tipo de “bosta”. Acho ambas pseudociências.

Não é fácil me entender, mas lá no final eu fecho o círculo.

Ser mãe é ter o cabelo puxado pela sociedade, o tempo todo. Ser mãe lúcida é ter o útero perfurado não apenas pela sociedade, mas pelas outras mães e pelos seus filhos.

Então, tive que reler sobre síndrome de Asperger para entender meu filho. E lendo um blog de uma mãe de uma “aspie”, me deparo com o relato dela de ter que se admitir aspie também, já bem velha. Acho que ela até disse que o diagnóstico tardio era tarde demais, apenas explicava que o erro não era ela. E ela dizia que a síndrome era genética, passada de mãe para filho. Ou seja, meu filho, se ele der cria, ele não passará esses “genes” para seus filhos. E como eu não tive filha, o carma da minha linhagem está rompido.

Bem, eu li um artigo que ela deixou no blog, um artigo traduzido http://mulheraspie.blogspot.com.br/2014/01/mulheres-aspies-mulheres-adultas-com.html

de uma psiquiatra que era doutora em autismo. E fui lendo e lendo. Muitas coisas batiam. Mas como eu já disse, eu me enquadro muito mais no que é chamado de Transtorno de Personalidade Esquizoide. Sendo um dos sintomas a relutância em fazer terapia. rs
Vou enumerar aqui apenas alguns elementos:

Tende a ter inteligência de acima da média a excepcional, frequentemente (mas não sempre) com divisões significativas entre as habilidades de raciocínio verbal e perceptual, velocidades mais baixas de memória de trabalho e/ou processamento, dificuldades de aprendizagem (por exemplo, discalculia, dislexia, dificuldade na compreensão de leitura).

  • Memória de longo prazo mais forte.
  • Memória de curto prazo mais fraca.
  • Pode se perder facilmente no campus, perder objetos, chegar atrasada para classes ou provas.
  • Preferência por interações sociais um-a-um, tendo uma única amizade próxima.
  • Precisa de mais tempo afastada de pessoas do que seus pares (solidão).
  • Pode ficar confusa em situações de grupos sociais.
  • Prefere conversar sobre seus interesses especiais.
  • Realmente não gosta de ‘papo fiado’ ou conversas que não possuem uma função ou propósito.
  • Histórico de sofrer bullying, ser provocada, deixada de lado e/ou não se adequando a colegas de mesma idade, a menos que ela tenha amigos Aspies.
  • Forte antipatia por conversa fiada, fofocas, coisas sem sentido, mentidas.
  • Desgosto intenso por mentiras, apesar de poder mentir.
  • Tem habilidade em socializar, mas é incapaz de o fazer por longos períodos de tempo. Sofre de “exaustão social” ou de uma “ressaca social” quando socializa por muito tempo. A ressaca pode durar de algumas horas a alguns dias, o que pode ser debilitante.
  • Tem grandes dificuldades em conflitos, discussões, quando alguém grita com ela, brigas, guerra.
  • Tem muita dificuldade em se afirmar, pedir ajuda, estabelecer limites.
  • Pode precisar beber para ser sociável.
  • Pode ter atualmente ou no passado transtorno de estresse pós-traumático, por ser mal compreendida, mal diagnosticada, maltratada e/ou medicada erroneamente.
  • Diferentes habilidades sociais — é excepcionalmente boa em conversas um-a-um e apresentando para grupos, mas tem dificuldades trabalhando em situações de grupos.
  • Pode se achar em situações sociais ou relacionamentos em que ela se sente infeliz, mas não sabe como sair deles.
  • Histórico de outros tirarem vantagem dela, apesar de ela seguir apropriadamente os conselhos de negócios, legais ou sociais das outras pessoas.
  • Frequentemente entediada em situações sociais ou festas e/ou não sabe como agir em situações sociais.
  • Pode aceitar ir em eventos sociais, e mais tarde inventar uma desculpa do porquê ela não pode ir, frequentemente ficando em casa sozinha.
  • Frequentemente prefere se dedicar ao seu interesse especial, ao invés de socializar.
  • Outras pessoas a consideram differente, estranha e excêntrica.

Vou parar por aqui porque é dez vezes isso de “sintomas”.

Ok.

Não foi a primeira vez que li sobre síndrome de Asperger, masculina, e nem a feminina. Eu estou num grupo de aspie no facebook, por influência do meu ex-namorado, em inglês, porque na época não existia em português. Eu curto uma página de mulheres com asperger. Enfim, não era a primeira vez que eu tinha lido a respeito, mas a minha reação foi comicamente (porque eu morro de rir de mim mesma, só que internamente) a mesma.

Aliás, uma das características que concordei nessa lista foi:

  • Ótimo senso de humor.

Eu tenho um ótimo senso de humor. Mas ele é muito desajustado do mundo. E raras pessoas se adéquam a ele. Geralmente meus namorados que se encaixam nele, por hábito de convivência.

Mas, minha reação foi a mesma. E eu ri dela. Foi a mesma reação. Isso é tão fiável quanto astrologia. Meu mapa me define mais (sol e lua em Áries, marte em escorpião e vênus vergonhosa). Fui dormir e no dia seguinte acordei com uma tese na cabeça.

A tese dos desviantes e dos com síndrome de manada.

Sobre os Desviantes e os com Síndrome de Manada.

Não é a primeira vez que falo disso, síndrome de manada. Isso tá no volume dois, do Projeto Reset, por exemplo. Mas é recente a minha aderência ao termo desviante.

Eu to namorando, e não quero largar meu namorado, não sem antes esgotá-lo intelectualmente. Quando a gente ficou pela primeira vez, eu achei ele tão estranho, que eu tive a certeza de que estava diante de um autista. Eu disse isso a ele. Ele demorou muito pra me beijar, ele tava frio. Eu estava puta. E beijei ele. E achei horrível. Fiquei puta. E eu disse “você precisa parar de alternar o beijo, isso me irrita, às vezes você beija bem, mas depois você quer mudar, argh!”. Eu tava puta mesmo. E ele concordou que estava fazendo isso. E na segunda chance ele me beijou na moral. Mas ele é só mais um cara desajustado que se atraiu por mim. Típico. Eu atraio esses tipos. Já tô acostumada. Mas para mim ele tem autismo de tão estranho que eu acho ele. Me lembro de ter perguntado “você consegue se comunicar com a sua mãe?”. E ele disse que sim, normalmente. “Ela parece te entender?”. E ele disse “nossa, Keli…”. Daí eu pensei “ah, então é uma questão de familiaridade”. Meu filho também é assim… Ele conversa bem comigo…

Bem, acontece que eu tenho uma amiga que disse que é aspie, e que fazia sentido meu filho ter asperger porque ele lembrava ela pela forma que eu o descrevia. Meu filho é o oposto de mim. Eu padeço de excesso de franqueza. Eu gasto muita energia mentindo. Eu minto, óbvio, mas não gratuitamente, só se for muito necessário. Tipo, quando alguém pergunta quanto eu ganho e essa pessoa tem baixa escolaridade e não quero lhe dar um fora. Sou didática. Mas na verdade, acho que nunca menti sobre isso, foi um exemplo aleatório. Só que eu e meu filho somos muito diferentes. Mas se você vê-lo vai me ver nele. A frieza e o jeito de falar.

Daí eu mandei a minha tese sobre síndrome de autismo, astrologia e síndrome de manada.

É bem simples. Todos esses diagnósticos falham por vício de pós-modernidade da ciência e da medicina. O que acontece é o seguinte. Existem dois espectros de seres humanos, os desviantes (adolescentes) e os com síndrome de manada. Os com síndrome de manada não são pensantes, são reprodutores de pensamento. Eles só seguem normas e grupos, com poucos desvios (por isso é espectro, pois ninguém é 100% desviante ou 100% manada). E por que fazem isso? Para se poupar energia. Por facilidade cognitiva. Pensamento crítico e analítico cansa.

Os desviantes são rebeldes, questionadores. E eles tomam dois caminhos: ou o da mentira, e ou o da honestidade excessiva. O que une ambos nesta classificação é o desajuste, a inconformidade com a manada, com as convenções sociais, a tentativa de pensar por si próprios. É uma questão de caráter cognitivo mesmo.

Os que seguem o caminho da mentira, estão fugindo de um hábito muito nocivo da manada, o do bullying. A didática da manada é essa, bullying social, pois não há lógica a ser defendida no pensamento dela. Antes o problema da manada fosse apenas seguir e reproduzir as normas e convenções cegamente. Não. A manada infelizmente não é um mero agente passivo. Ela é grande defensora do que segue. Ela é religiosa, dogmática. Dogmas não se questionam. Dogmas são seguidos e reproduzidos com base na fé. A fé é crença sem questionamento, sem necessidade de evidências daquilo que se segue ou defende. E a manada tem essa relação com a norma, defendê-la e coagir todos a fazer o mesmo. Então, ela pratica a penalidade. O bullying.

Dependendo do seu espectro, você pode ser um grande desviante, mas vai desenvolver dois mecanismos de sobrevivência que vai caracterizar sua personalidade. Mentir ou buscar a verdade.

Os desviantes mentirosos mentem porque querem praticar a liberdade sem sofrer as consequências do bullying social. Eles desistem de se contrapor ao poder da sociedade e se engajam numa vida de máscaras. Quanto mais desajustado, mas se tenta corrigir isso com mentiras. E isso pode virar um vício. Mas esse tipo pode ser também hipócrita ou oportunista e ver uma forma de lucrar com as consequências da síndrome de manada, pois um mercado acaba existindo.

Os desviantes francos seguem o caminho de maior gasto energético, de defender seus desvios e sofrer as consequências do bullying social. Este bullying gera uma reclusão social que acaba os tornando seres introspectivos e altamente reflexivos. O distanciamento da manada os favorece. São autodidatas e com forte inabilidade social. Isto pode se tornar um vício, uma bola de neve.

Daí esses espectros de desvios podem ficar intensos e os efeitos colaterais vão surgindo.

O desajuste social longe de ser uma doença, é fruto da variedade genética e causa da nossa complexidade cognitiva enquanto espécie.

O erro da medicina é não admitir que o sistema de normas sociais é uma grande fábrica de seres com transtornos psíquicos fruto da falta de inclusão e aceitação na sociedade e ver os desviantes como defeituosos que devem ser corrigidos com drogas. Pois nestas avaliações, substâncias hormonais são identificadas em excesso, geralmente hormônios de estresse.

Não considero conflituosa o fato de que alimentos inflamatórios como a caseína, o açúcar em excesso, os vegetais com agrotóxicos ou o trigo (que pertence a uma flora local do planeta) não agrave o quadro de desequilíbrio hormonal e de produção de anticorpos afetando o cérebro.

As drogas elas são lançadas no mercado para contrapor a produção ou não produção dessas substâncias ou bloquear a ação dessas mesmas. Mas o nosso organismo tem uma organização sistêmica, e geralmente quando tentamos alterar a produção de uma substância, afetamos a produção de outra que pode afetar a produção de outra, tal como acontece no ecossistema quando um animal ou uma espécie botânica é extinta.

A solução então seria a coexistência pacifica entre os com síndrome de manada e os desviantes. Os com síndrome de manada deveriam deixar a gente em paz e parar de praticar bullying social.

Mas, claro que as normas mesmas são constituídas de uma ampla defesa de existência. E não é só porque alguns indivíduos se desviam delas que ela não tem uma justificativa democrática de existência. Então, eu me limito a não discutir soluções para tudo isso. A solução todos já sabemos, a síndrome de manada que tem que parar, saca? Mas facilidade cognitiva é um vício porque é sobre comodismo. Comodismo vicia. E todos organismo vivos parecem seguir a lei de menor esforço…

A natureza é bizarra. E sobreviver não é fácil. Mas o efeito colateral disso tudo é que o grau de mentirosos e mentiras é intensificado.

Eu não acredito nesse rol de classificações de doenças. Eu entendo e aceito o autismo clássico, não tem como negar sua existência e seus sintomas que vão além da existência de uma sociedade tóxica e alimentos tóxicos (dietas antiinflamatória alivia significativamente os sintomas de autismo), mas o autismo em si pode ser um quadro de transição entre os seres humanos de hoje e os mais adaptados para todo esse quadro incerto. Complexo demais definir rumos para a humanidade.

Não estou negando a existência de doenças genéticas, mas questionando se todas as manifestações genéticas são mesmo doenças, e não apenas um mecanismo de sobrevivência da espécie. Afinal, se há uma manada indo em direção ao precipício, que mais seguro não seria haver indivíduos que conseguem se colocar de fora e ter um olhar crítico e uma postura resistente àquele rumo?

Acho que minha personalidade não é um transtorno, mas uma construção sólida de um indivíduo que nasceu questionador e ao mesmo tempo interessado na busca pela verdade, acima da aceitação social. Conviver com a manada não é fácil, ela te ataca ferozmente quando você resiste a vestir as máscaras que ela exige de você, mas somos seres humanos, cérebro plástico e organismo adaptável a adversidades diversas, inclusive reclusão e solitude.

Não aderir à crença de que você é um problema justamente por ser desvio pode ser mais que um ato de resistência, mas de reserva genética da continuação de uma espécie em autoextinção. Quem sabe?

Sobre meu namorado e meus laços, eu agora tenho como meta para 2017, ser o mais antissocial possível (elas me acusarão de arrogante, eu ligo o foda-se) e só me unir a quem está disposto a se provar honesto (intelectualmente) e esforçado. Gente honesta e esforçada. Este é o apartheid social que estou criando em minha própria vida. Gente honesta e esforçada. Coisa de uma verdadeira ariana.

Descrição de Áries

O ariano é uma pessoa cheia de energia e entusiasmo. Pioneiro e aventureiro, lhe encantam as metas, a liberdade e as idéias novas.

Os arianos gostam de liderar e preferem dar instruções a recebê-las. São independentes e preocupados com sua própria ambição e objetivos. Têm uma energia invejável, que às vezes lhes leva a ser agressivos, inquietos, argumentativos, teimosos.

Sobre Ansiedade e espero que algo mais

Publicado: 7 de novembro de 2016 em Sem categoria

Enquanto mulher negra, me vejo carente de obras que gritem sobre minhas barreiras para que as gritarias e perseguições cessem. Mas o que estamos fazendo além de não gastar nosso tempo falando o óbvio?

Minto, cansei de mentir, o que eu estou fazendo além de não perder meu tempo pouco tempo útil de vida dizendo o óbvio?

Só a melhoria da educação vai nos salvar, e diante do cenário atual de golpe de Estado, o que é dizer “só a educação vai nos salvar”. Direto ao ponto para otimizar seu dia. Estou cercada de mulheres doentes. Me disseram ontem que entendiam por que eu era um pára-raio de gente doente. Eu perguntei por quê??? Acho que a pessoa se distraiu. E eu ainda entendi nada. Eu peço explicações e só ouço no máximo zum zum zuns, “chega no in box que te conto mais” (não para mim, mas para mais uma hater em potencial).

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Críticas ao negralismo com base em tretas forjadas (nunca acontecidas)…

Feministas fazem isso, a didática de falar mal de mim in box, mas nunca comigo diretamente. Qual o problema comigo para merecer tanto voto de silêncio? Mas, minto novamente em forma de pseudodúvida. Pois é retórica. A fofoca é a última tática dos fracos, assim diz Karnal.

Sobre Ansiedade, a doença que quero destacar primeiro, não por vê-la como especial, mas por motivos passionais, uma pessoa que estimo muito está quase morrendo disso, estado grave, faço esse texto como autoterapia e ao mesmo tempo empatia, que nada mais é que fruto da minha ambição ultrapessoal e nada dedutível. Ansiedade e consumismo andam juntas. Ansiedade e baixa autoestima estima são filha e mãe. Ansiedade e medo são sinônimo. Estado de alarde que nunca cessa e te mantém travada. O que nossos corpos estão dizendo? Vamos abrir mais nossos ouvidos. Mas meditar é preciso.

Vamos começar pelo Consumismo.

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Vício infeliz. Produto da baixa autoestima. Produto da não aceitação de si mesma. Alienação do seu próprio valor. Necessidade de aprovação alheia. Alienação do processo de controle via aniquilação de ego. O consumista transfere o valor que não consegue mesmo ver em si, graças à propaganda que só o faz desmerecer a si mesmo, para torná-lo um mero recurso de tempo e energia (reificação). Isto soa como salto lógico? Consumismo e fonte de tempo e energia? Sim, por isso estou falando tanto de alienação. O consumista é um alienado do processo de racionalizar seus atos. Eu quero muito sapato X. E por que quero tal sapato? Porque é “bonito”. Mas é confortável?

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“Uma mulher com “bons” sapatos nunca é feia”

Conforto é para senhores, preciso de beleza. E por quê? Para viver aquela recompensa, ainda que breve, de ter algo elogiado em mim. Mas o sapato não faz parte de você. O elogio no máximo se deve ao designer. Não importa porque já nem me lembro disso. Esse não se lembrar, esse nem conseguir concluir isso, tão básico, tão óbvio, saltando à língua de uma criança, é justamente a alienação. Alienação do processo de racionalização das próprias escolhas e desejos. Ou seja, irracionalidade. O consumista é o produto final do capitalismo. Este produto é triste. Concretude do sadismo. Do parasitismo e predatorismo alheio. De tempo e energia. Tempo de vida e energia. Tantas coisas para se fazer ao invés de centralizar a moeda do seu tempo e energia gastos via trabalho laboral ou prostituição num objeto caro, desconfortável e não relevante. Mas não é um sapato 👟, são vários produtos assim no dia a dia, criados e vendidos como se fossem preencher nossa lacuna de afeição, mas não preenche.

Deixe-me recorrer a uma discussão que levantei a um amigo ainda na faculdade, em 2009. Se você estivesse com um homem loiro, olhos azuis, feições joviais, e corpo talhado, numa ilha deserta, sem esperança de resgate, as chances de você se apaixonar por ele são beeem menores diante das chances de se apaixonar por ele numa cidade povoada. Eu usei um homem e loiro porque meu amigo era gay e louco por nórdicos. Por que isso? Porque há o fator consumismo envolvido. O consumismo tem muito a ver com a ânsia de se destacar da multidão como especial por ter um objeto raro, ou seja, competido. É um apelo ao artifício, ao externo, para se provar especial. E com isso receber atenção. O ínterim disso causa o quê? Ansiedade.

Demanda:

Preciso de atenção.

Reflexão:

– Como?

– Me destacando dentre a multidão.

– Como?

– Portanto algo competido.

– Portas isso naturalmente?

– Não.

Solução:

– Porte então um objeto.

Sim, o loiro é mero objeto neste caso. A ser exibido em provocação. Pelos olhares alheios, elogios, sorrisos, likes, e até ódio (inveja), nos sentimos especiais. Ele não se vê, mas vê a mim. A mim. Sou especial. Já posso dormir mas amanhã preciso reviver isso. Consumismo vicia pois a recompensa é efêmera, e no dia seguinte ela já não está lá, pois era apenas um objeto. Já visto, já elogiado. Ou a gente diversifica nosso mercado de elogios (dando um rolê), ou renovamos nossos objetos disputados. Ansiedade, medo de não se alcançar essa meta e lidar com a invisibilidade. Ou mesmo os olhares de reprovação. Pois, quem dera né, os indivíduos agissem com neutralidade. Quem dera!

Ansiedade e consumismo andam juntos, sendo o consumismo um já fruto da baixa autoestima. Mas existem os casos onde o consumismo não está envolvido (lembrando que o consumismo nem sempre envolve meramente busca por aceitação e atenção, mas preservação de energia, comodidade), e a autoestima desencadeia uma cadeia de ações para busca direta de aceitação social – carência afetiva – ou meio de sobrevivência. Medo de não conseguir um básico ora para comer, ora para ter um abrigo. Quando a verdade é que que comida dá em árvores, ou rastejante sob a terra. E de espaço precisamos pouco.

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A imensa maioria de nossas necessidades são invenções para cumprirmos obrigações de serviliência ao consumismo e comodismo alheio. Se acreditar como um fracassado é a meta de quem te quer temente, temerosa, carente e desesperada. Jovem, respire, primeiramente, e ouça seu corpo, confie nele. Confie na sua capacidade natural de se adaptar, de saber lidar por exemplo, é muito bem, com a idade. Sem medo. Sem vaidade.

Somos ainda animais, de poucas demandas naturais, mas muitas inventadas. A competição com outros se alienando da necessidade daquela disputa é a causa da ansiedade. A saída é simples porque somos seres simples mesmo, não complexos: Muito auto-respeito e auto-aceitação.

[A próxima doença que quero falar é “mentiras”]